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  • 8 de abr. de 2022
  • 2 min de leitura

Uma pesquisa dos centros de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos revelou que o coração de quase 75% dos adultos é mais velho do que a idade cronológica da pessoa. O desgaste prematuro do órgão pode indicar um risco maior de doenças cardiovasculares. Abaixo, veja 10 fatores que contribuem para o envelhecimento do coração. Embora nem todos sejam reversíveis, é fundamental conhecer todos eles e buscar o acompanhamento necessário.

1. Idade cronológica

É parte do processo natural de envelhecimento e, em muitos casos, o coração dá conta de seguir desempenhando suas funções. No entanto, quando associada a outros fatores, pode ser sinal de alerta.


2. Gênero

Em geral, homens apresentam doenças cardíacas 10 anos antes que as mulheres. O risco entre os sexos tende a se igualar após a menopausa.

3. Histórico familiar

Genes controlam diversos aspectos do sistema cardiovascular, desde o tamanho e espessura dos vasos sanguíneos até a forma como as células do coração se comunicam.

4. Colesterol

Quanto mais alto for o nível de colesterol LDL (colesterol ruim), mais "velho" será o coração devido ao acúmulo de gordura nas paredes das artérias.

5. Hipertensão

Níveis elevados de pressão sistólica máxima e mínima podem aumentar a idade do coração e desencadear problemas em todo o sistema cardiovascular.

6. Tabagismo

Um vilão para a saúde, o cigarro expõe o coração a mais de 4.700 substâncias tóxicas e aumenta em 70% o risco de infarto em comparação a quem não fuma.

7. Álcool

Pesquisas recentes apontam que não há medida benéfica para o consumo de álcool. A ingestão excessiva pode levar a uma série de complicações que aumentam o risco de infarto e AVC.

8. Diabetes

Os níveis elevados de glicose no sangue alteram a função de vários tipos de células, favorecem a produção de coágulos e elevam o nível do colesterol.

9. Peso

O sobrepeso pode causar inflamações, levar a mudanças importantes na estrutura e no tamanho do coração e comprometer seu funcionamento.

10. Saúde mental

Estresse, ansiedade, depressão e tristeza profunda também influenciam no envelhecimento do órgão. O quadro se agrava quando os episódios são prolongados.


 

Liderada por pesquisadores da Universidade de Michigan, a pesquisa comparou 1,3 mil amostras de sangue de pessoas que tiveram aneurisma da aorta torácica com 18 mil amostras de sangue do grupo controle.

O objetivo era examinar o genoma em busca de alterações que aumentam o risco de aneurisma.


Os pesquisadores identificaram uma alteração no código genético de um fator de transcrição (proteínas que ajudam a transformar genes específicos em "ligados" ou "desligados" através da conexão com um DNA próximo).


Depois, a equipe examinou o papel desse fator de transcrição nas células musculares lisas, um componente da aorta.


Então, eles descobriram se tratar de um fator chave que dá instruções às células das paredes da aorta sobre quando morrer.


Os autores esperam que novas pesquisas possam investigar se a desaceleração dessa morte celular pode reduzir o risco de uma pessoa sofrer uma futura dissecção ou ruptura da aorta.

 

Conheça a cirurgia cardiovascular mais realizada no mundo - uma técnica que começou a ser desenvolvida na década de 60 e até hoje salva a vida de milhões de pessoas.


A técnica utiliza enxertos que podem ser venosos (veia safena) ou arteriais (artéria mamária ou radial) do próprio paciente para criar um caminho alternativo para o sangue.


Por isso são chamadas de pontes: elas redirecionam o sangue para uma área da coronária localizada após a porção obstruída, contornando o bloqueio e restabelecendo o fluxo de sangue para o músculo cardíaco.


O procedimento requer anestesia geral e é feito um corte no centro do tórax. Pode ser realizado com ou sem circulação extracorpórea (CEC).

Com CEC: uma máquina substitui a função do coração e dos pulmões enquanto as pontes são implantadas.

Sem CEC: a cirurgia é feita com o coração batendo através de equipamentos que estabilizam a área operada.


Todos os anos, a equipe de cirurgia cardiovascular do Hospital São Francisco realiza cerca de 400 cirurgias de revascularização do miocárdio.

 
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